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Você tem Siringoma?

 

Então, eu tenho.

Não é a toa que gosto tanto de falar sobre assuntos relacionados à pele. Primeiro porque acredito mesmo que quando ela está legal, saudável, tudo fica naturalmente mais bonito, tudo funciona melhor na famosa “tela boa”.

A outra razão é que eu tenho essa tendência de desenvolver coisas na pele. Tipo, Siringoma.

Sabem qual é o grande problema disso? Falta de informação. Porque até eu começar a frequentar o consultório da Dermato com regularidade, várias (não foi uma só, não) esteticistas diziam que eu tinha Milium (ou milio). E durante a limpeza de pele, cutucavam o tal do Milio, que não era Milio coisa nenhuma e só piorou.

Vamos à diferença:

Milium

Definição: São pequeninas lesões amareladas ou esbranquiçadas, superficiais, localizadas frequentemente na face e, principalmente, ao redor dos olhos. Em alguns casos o milium pode atingir tamanhos maiores, mas geralmente são pontos brancos, do tamanho aproximado de cabeças de alfinete, que são causados por acúmulo de óleo e pele nos poros. Na limpeza de pele podem ser retirados por bons profissionais, com agulhas e posteriormente tratados com produtos cicatrizantes (NÃO TENTE fazer isso em casa).

Siringoma


Definição: Tumor benigno de glândulas sudoríparas. A tendência ao desenvolvimento é genética. Caracteriza-se pela formação de lesões pequenas (2 a 5 mm), da cor da pele ou amareladas, um pouco elevadas e de consistência levemente endurecida. Localizam-se preferencialmente nas pálpebras e regiões ao redor dos olhos. Não apresentam qualquer sintoma associado. Podem ser poucas ou em grande número. Não existe uma forma de se evitar o surgimento das lesões. O tratamento pode ser feito através de cauterização química, eletrocoagulação, dermoabrasão ou retirada cirúrgica das lesões. São tratamentos médicos que devem ser realizados pelo dermatologista.

Os dois são detonadores da aparência, mas nenhum é realmente um problema para a saúde. Obviamente, incomodam um bocado e saber que tudo pode ser piorado por falta de informação por conta de profissionais é, no mínimo, revoltante.

Por isso, fiquem de olho. Se vocês têm lesões parecidas e alguém quiser cutucar, não deixe! Procure um Dermato e tenha um diagnóstico preciso, antes de escolher qualquer procedimento. ;)

Pra mim, pessoalmente, funcionou a cauterização química, com ácido. A parte positiva é que a pele fica homogênea no relevo; a parte negativa é que dá diferença na coloração, o local da lesão fica mais clarinho, nada que corretivo não resolva.

Como a definição deixou claro, não existe cura para Siringoma e novas lesões apareceram. Como uma delas é um pouco maior do que as que tive antes, estou considerando remover cirurgicamente, mas ainda não sei. Quem confia em cicatriz, mesmo que micro? Não sei, não sei. Vamos esperar o conselho médico, né.

Retorno só no começo de fevereiro, aí conto pra vocês!

E vocês: milium, siringoma, alguém tem/ já teve?

beijo!

Referências:

DermIS- Dermatology Information System

Dermatologia Online

Dermatologia.Net